17/07/2008

FAMÍLIA CARUSO - ORIGENS

UMA FAMÍLIA DE ARTISTAS

Durante décadas e décadas, a partir de 1910 e até os anos finais do século 20, uma família de artistas paulistas encantou seus contemporâneos brasileiros, e muitos estrangeiros, com a beleza da sua pintura, as cores e a espontaneidade dos desenhos dos seus quadros e a sensibilidade que tão bem souberam expressar no manejo das tintas e dos pincéis.

Artistas, na mais plena acepção da palavra, voltados exclusivamente para o seu trabalho estético, despreocupados em cortejar a crítica, incensar a mídia ou buscar guarida nos partidos e agremiações de esquerda, têm sido sistematicamente ignorados, o que certamente explica por que, neste início do século 21, sejam praticamente desconhecidos das novas gerações. Chegou a hora de corrigir essa injustiça e recolocar os CARUSO no lugar que merecem. É esse o objetivo deste trabalho.

A história artística da família CARUSO começa efetivamente na segunda metade do século XIX, numa pequena cidade do Sul da Itália.

Paola, na Calábria, no ano de 1847, foi o berço de Vincenzo Caruso, um homem simples, pobre, analfabeto, mas dotado de grande sensibilidade, como teremos oportunidade de verificar.

Em companhia da mulher Ana Maria Provenzano, calabresa e residente em Paola como ele, Vincenzo resolveu emigrar para o Brasil, em 1879 ou 1880, atraído pelos relatos otimistas de outros calabreses, que tinham cruzado o Atlântico em busca de uma vida mais digna e menos sofrida. Sem recursos, os dois se sujeitaram a uma sofrida viagem em navios de imigrantes. Quando chegaram ao Brasil, foram morar na cidade paulista de Campinas, onde Vincenzo foi trabalhar como operário braçal na Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Seu trabalho consistia em bater com uma marreta nas rodas dos trens para verificar se estavam em condições de trafegar.

Em Campinas, a família começou a se formar com o nascimento de diversos filhos. Acompanhe a seguir a trajetória da família.

FLORÊNCIO CARUSO

(1884 - 1962) - Um dos filhos de Vincenzo e Ana Maria, Fioravante, que depois mudou o seu nome para Florêncio, nasceu no dia 6 de fevereiro de 1884. Menino, ainda, com nove anos de idade, Florêncio foi trabalhar como auxiliar de telegrafista na mesma ferrovia.

Numa tarde qualquer do final do século, Florêncio chegou todo eufórico em casa e apresentou ao pai o quadro que havia pintado – na verdade a pintura de uma paisagem, feita sobre papel de embrulho com tinta de parede. A reação de Vincenzo diante da “obra-prima” do filho foi surpreendente para um homem simples e iletrado como ele era: olhou para a pintura com um sorriso de satisfação nos olhos brilhantes, pregou-a na parede e começou a chamar pessoas que passavam na rua para virem apreciar o que o seu “figliolo” havia feito. A intuição de Vincenzo foi o grande estímulo para Florêncio desenvolver-se na pintura e transmitir depois aos seus filhos o talento artístico.

Florêncio continuou a trabalhar na Companhia Paulista até se aposentar por volta de 1927, aproveitando as horas vagas para aperfeiçoar os seus dotes artísticos.

Seu primeiro grande feito no campo das artes plásticas foi uma exposição em 1910, na cidade de Campinas. O resultado da mostra foi espetacular: todos os quadros foram vendidos e a receita financeira alcançou em 10$000, dez contos de réis. Com esse dinheiro, Florêncio comprou um sítio em Rebouças, hoje Sumaré (SP).

Em 1927, aproximadamente, depois de uma desventurosa experiência no ramo tipográfico, aposentou-se da Companhia Paulista e veio morar em São Paulo, estabelecendo-se com um pequeno atelier para reprodução, ampliação e restauração de fotografias antigas. Mas nunca deixou de pintar.

Ao falecer, em 1962, Florêncio deixou centenas de marinhas, paisagens e flores, que decoram as paredes de muitas casas em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e muitas outras cidades brasileiras.

Felizmente, o talento artístico de Florêncio Caruso não morreu com ele. Seus filhos souberam ser dignos da herança que haviam recebido e também deixaram um legado artístico de valor reconhecido pela crítica.
Cinco filhos e duas filhas de Florêncio Caruso seguiram os passos do pai enveredando pela carreira artística na pintura. Os outros dois seguiram caminhos diferentes: Júlia Caruso de Faria Alvim como exímia pianista e concertista e Rubens Caruso, único sobrevivente dos irmãos Caruso, escritor e jornalista, autor deste trabalho.

SALVADOR CARUSO

(1905-1951) – A vocação artística do primeiro filho de Florêncio Caruso manifestou-se um pouco mais tarde do que geralmente acontece. Seus interesses, na juventude, eram outros: nadar, praticar esporte, andar a cavalo. Casou bem jovem ainda, com cerca de 18 anos, e de posse de um diploma de guarda-livros (o nome que se dava na época aos contadores) foi trabalhar em São Paulo num banco.

Certo dia, seu irmão José, que ensaiava seus primeiros passos na pintura, levou-o ao atelier de Bernardino de Souza Pereira, no bairro paulistano de Itaquera. Embevecido na contemplação dos quadros do “pintor das rosas”, como Bernardino era conhecido, Salvador saiu do atelier em estado de graça. As primeiras palavras que conseguiu falar surpreenderam o irmão:

- Eu também vou ser pintor.

A partir desse dia, para recuperar o tempo perdido, aproveitava todos os momentos livres para desenhar e pintar. O próprio Bernardino foi seu primeiro professor. Depois Salvador passou a ser orientado pelo pintor italiano Antônio Rocco.
 
Salvador guardava seus trabalhos artísticos na gaveta da sua mesa de trabalho no banco. Um dia o seu chefe, revistando as gavetas dos funcionários, encontrou os desenhos de Salvador. Incontinente o despediu. “Pintura é coisa de vagabundo, e eu não quero vagabundos trabalhando aqui”, teria dito o tal chefe. Resultado: o sistema financeiro brasileiro perdeu um bancário, mas as artes brasileiras ganharam um artista.

A partir de então, Salvador decidiu dedicar-se exclusivamente à sua arte e enfrentar todas as vicissitudes reservadas aos artistas no começo de carreira.

Não demorou muito para se projetar como um artista talentoso, dotado de rara sensibilidade e muita inspiração.

Participou do grupo Santa Helena, juntamente com outros pintores que também ficaram famosos. A maioria dos seus companheiros enveredou pelos caminhos do modernismo, alguns porque sentiram que seriam melhores sucedidos, outros porque não conseguiram realizar-se na pintura acadêmica. Salvador não se deixou seduzir pelo canto de sereia do modernismo, que já ia se tornando moda nas artes plásticas. E durante toda a sua vida, infelizmente curta, manteve-se fiel à pureza da arte, nos moldes que celebrizaram Leonardo, Michelangelo, Rubens, Rafael e, no Brasil, Pedro Américo, Vitor Meireles, Benedito Calixto, dentre tantos outros.

Em seus 45 anos de vida, Salvador Caruso pintou mais de 400 quadros, tratando de temas variados como figuras humanas, costumes, paisagens, interiores, naturezas-mortas. Em 1946, depois de permanecer um ano inteiro em Ouro Preto, fixando em inúmeros quadros os aspectos mais sugestivos da histórica cidade, expôs os seus trabalhos numa mostra que polarizou a cidade do Rio de Janeiro e se constituiu em enorme sucesso. O registro que fez da cidade mineira lhe valeu o título de “o pintor de Ouro Preto”. Um dos seus quadros, o “Chafariz de Marília”, foi adquirido por um grupo de oficiais da marinha argentina, em visita ao Rio de Janeiro, e oferecido pelos mesmos ao então presidente Perón.

Moço ainda, pouco antes de completar 45 anos, morreu vitimado por um câncer.

Salvador Caruso participou de inúmeros salões de belas-artes em São Paulo e Rio de Janeiro, acumulando dezenas de medalhas de ouro, prata e bronze. Seu último trabalho, o auto-retrato, recebeu o prêmio “Governador de São Paulo” e foi adquirido pelo Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, sendo incorporado ao seu acervo.

JOSÉ CARUSO

(1910-1980) – Da mesma forma que seu pai e seu irmão Salvador, José Caruso era um artista nato. Dotado de inteligência muito acima da média, rapidamente assimilou as lições de pintura que lhe foram transmitidas por Bernardino de Souza Pereira e, bem jovem ainda, já despertava a admiração de todos os que se viam à frente dos seus trabalhos.

Além de inspirado pintor, atuou com igual destaque no campo da propaganda. Profissional dos mais respeitados na sua época, marcou de forma brilhante sua trajetória como diretor de arte de importantes agências brasileiras de publicidade. Criou memoráveis campanhas publicitárias para grandes anunciantes e contribuiu decisivamente para a consolidação da propaganda em nosso país. O talento de profissionais como ele foi fundamental para que a propaganda brasileira atingisse o prestígio de que hoje desfruta em todo o mundo.

Também redigia textos de qualidade e criou alguns slogans que marcaram época, como: “Amor Materno, Amor Eterno”, premiado no Dia das Mães de 1957.

Certa vez, na agência em que trabalhava, presenciou uma discussão entre redatores e outros profissionais, que tentavam criar um slogan para uma caneta-tinteiro. Vendo que não chegavam a algum resultado, dirigiu-se a eles nestes termos: “Já que vocês estão com tantas dificuldades para criar um slogan, aí vai a minha sugestão: A Jóia que Escreve!”. O slogan foi adotado mundialmente pelo fabricante e durante muitos anos foi usado na propaganda do produto.

Como pintor, José Caruso deixou excelentes trabalhos, dominado com maestria os diversos estilos de pintura. Mas o ponto alto na sua produção artística foram as aquarelas. Um gênero difícil, que ele dominou como poucos e que até hoje provoca admiração. As paisagens, os ambientes, as flores e as naturezas mortas, e mesmo as figuras humanas reproduzidas nas suas aquarelas, até hoje são elogiadas pelos que sabem apreciar a verdadeira arte.

VICENTE CARUSO


(1912-1986) - Pouquíssimas pessoas no Brasil conhecem ou pelo menos ouviram falar de Vicente Caruso. Menos ainda são capazes de saber quem ele foi e o que fez de relevante em seus 74 anos de vida. No entanto, centenas de milhares, milhões talvez de brasileiros fazem questão de exibir nas paredes de suas casas uma figura de Cristo, reprodução de um famoso quadro pintado por ele. Por que isso acontece? Por que a maior parte das pessoas que adquiriam a pintura por achá-la bonita não se preocupava em olhar a assinatura e saber o nome do autor. Em muitos casos, inclusive, não aparecem a assinatura e o nome do autor, graças à ação de espertalhões, que em atos de autêntica pirataria, imprimem a gravura sem autorização dos herdeiros e ainda cometem a ousadia de, em flagrante desrespeito à memória do artista, apagar o seu nome.

Além do Cristo, que foi reproduzido em gravuras que estão espalhadas por todo o Brasil, pintou centenas de outros que foram adquiridos pelos apreciadores do seu trabalho.

Se Vicente Caruso tivesse pintado apenas o Cristo em toda a sua vida, já teria méritos suficientes para ser admirado, mesmo depois de 20 anos da sua morte. Sua obra artística, no entanto, é muito mais ampla e apresenta e se materializa em diversos outros motivos: natureza morta, paisagens, figuras. E acima de tudo os seus nus.

Ninguém, como ele, soube transportar para a tela a beleza da mulher brasileira, o frescor da sua pele e aquele algo mais que poucas mulheres no mundo conseguem mostrar. E não fica nisso.

E os calendários que ele pintou, como as feitas todos os anos para a indústria de pneus GoodYear , especialmente a comemorativa do quarto centenário da fundação de São Paulo, em 1954? Até hoje são guardadas com carinho por muita gente. E muitas outras. Incluindo as que desvendavam os naturais encantos da índia brasileira.

Enfim, uma obra imortal, a que nos foi legada por Vicente Caruso.

WALDEMAR CARUSO

(1915-1992) – Embora fosse bastante talentoso e, como os seus irmãos, reunisse todas as condições para se projetar nas artes plásticas, Waldemar era bastante modesto e limitava-se a pintar de vez em quando, sem alçar vôos mais altos na atividade artística. Parece que para ele bastava o sucesso alcançado pelos irmãos. Refugiou-se no interior de São Paulo (na cidade de Araraquara), onde se dedicou a outras atividades, só pintando esporadicamente.

Após a morte de Vicente Caruso, último dos irmãos pintores da família, além dele, Waldemar sentiu que chegara a hora de encetar a carreira artística e passou a dedicar-se com mais afinco à pintura.
O primeiro e grande resultado que obteve com a sua decisão foi a sua primeira exposição, na cidade onde residia, sendo muito bem recebida pela crítica e pela sociedade local. O sucesso da mostra projetou-se para outras grandes cidades da região, chegando até São Paulo. Foi assim comprovado seu enorme potencial para a pintura, que até então ficara escondido.

Infelizmente, com a saúde comprometida, o que acabou levando à morte em setembro de 1992, Waldemar teve a carreira truncada em seu momento mais expressivo.

Mas a obra que deixou, embora não muito extensa, evidencia também que soube elevar bem alto a tradição artística da família Caruso.

LAÉRCIO CARUSO

(1920-1954) – Desenhava com perfeição e atuou como layout-man e arte-finalista em diversas agências brasileiras de propaganda. Tudo fazia prever que seria mais um grande artista da família. Mas faleceu prematuramente, antes de completar 34 anos. Deixou alguns bonitos quadros, tendo como motivos principais nus e cavalos.

TEREZA ANDREOLI CARUSO

(1889-1961) - A esposa de Florêncio Caruso deixou alguns pequenos trabalhos de pintura. Singelos mas expressivos. É interessante lembrar que há registros de Andreoli (parentes dela ou não), que também marcaram presença nas artes plásticas da Itália.

MARIA DE LOURDES CARUSO

(1918-1977) – Como seus irmãos, Lourdes era excelente desenhista. Dedicou grande parte do seu tempo à criação de estampados para desenhistas. Deixou alguns quadros, que evidentemente têm o seu espaço na galeria dos Caruso.

LÍGIA CARUSO VENDEMIATTI

(1924-1994) – Ainda jovem, Lígia começou a trabalhar no atelier de seu pai, auxiliando-o na arte de pintar e retocar imagens. Talento impressionante também na aquarela. Lígia passou a dedicar-se mais à pintura após completar 60 anos, sem contudo nunca abandonar sua outra paixão artística - a música clássica - que a levou ao estudo do piano, na juventude. Lígia pintou bastante. E pintou bem. Manteve-se fiel à tradição artística da família Caruso.

16/06/2008

GALERIA

Espaço reservado para a publicação de obras dos Pintores Caruso que estão em acervos particulares, ou ainda dos descendentes da família dedicados à arte.
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Imagens serão bem-vindas e podem ser enviadas para o email: rubens.caruso@uol.com.br


A imagem acima, da gravura "Seringueira", de Vicente Caruso, foi enviada pelo proprietário da obra, Sr. Gostaires Gonzales, do Rio Grande do Sul.


As duas imagens acima foram enviadas pelo proprietário das obras, o Sr. Marcio Pessoa, que as herdou de sua avó, importante artista plástica brasileira cuja obra pode ser vista em http://eunicepessoa.blogspot.com/
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Os dois quadros são de Florêncio Caruso: o primeiro, "Natureza Morta", data de 1939. O segundo, "Bêco", é de 1959.


Duas obras de Vicente Caruso, acima, localizadas na internet: a primeira, óleo sobre tela, é de 1945. A segunda é uma gravura, sem data definida.
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UM CARUSO NA ATIVA
"Gostaria de contribuir com o blog anexando fotos de três quadros minha autoria. A nossa história sempre foi escrita com cores lembro que meu vô Julio me levou ao atelier de Vicente, eu era muito pequeno e aquele cheiro de tinta determinou o meu presente. Comecei então a escrever mensagens coloridas. Dedico profunda gratidão a minha Vó Julia Maria, que ofereceu, em meus 11 anos (1965), telas e tintas, e então passei a fazer cópias de algunas telas de Florêncio Caruso e de Vicente. Hoje, já com um caminho de quase 40 anos de dedicação aos traços e às cores, venho mantendo a tradição de nossa família Caruso, tão pequena como uma paleta repleta de cores mas infinita em suas mensagens de amor e profunda paz de suas obras. Nasci em 11 de janeiro de 1953 em Piracicaba, SP, filho de Lauro Apparecido Caruso e Lydia Crocomo Caruso. Meus avós: Julio Caruso e Julia Maria Pacheco Caruso. Hoje resido em Cruz das Almas, BA. Espero contribuir com a tradição das cores 'Carusianas'.
Meu até sempre.
José Valdemar Caruso"
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José Valdemar leva o nome de dois dos irmãos Caruso. É neto de Julio Caruso, irmão de Florêncio. Tem uma obra rica e de elevada qualidade técnica, como se observa nas imagens acima.
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"Ao Calvoso, offerece F. Caruso - 11-927", é a dedicatória que Florêncio Caruso colocou na obra acima, em homenagem ao amigo ferroviário, Sr. João Calvoso, no ano da aposentadoria do pintor, quando passou a dedicar-se excluvivamente à arte. A obra hoje está com Sérgio Calvoso, neto do Sr. João.
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A obra acima, de autoria de Lourdes Caruso, pertence a Raquel Pucello, que enviou a imagem e contou: "fui muito amiga dela na minha infância e adolescência. Ela pintou para me presentear".
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15/06/2008

GALERIA II

Uma das especialidades de Vicente Caruso, durante anos, foi a demanda pelas artísticas "folhinhas", que ilustravam disputados calendários ofertados por grandes empresas nacionais. As apresentadas a seguir pertencem ao acervo da família Caruso.

 Data não disponível

1956 

1956 

 Data não disponível

1954, homengem ao IV Centenário de São Paulo
  
Data não disponível


1964

1958

1952

1964
 

14/05/2008

GALERIA III

Continuando a série de "folhinhas" de Vicente Caruso, que também pertencem ao acervo da família Caruso.

 1959

1955 

1954, homengem ao IV Centenário de São Paulo


 Data não disponível

Data não disponível
 
Data não disponível


Data não disponível


1957

Data não disponível


1958

1961
  

13/05/2008

GALERIA IV

Obra de Salvador Caruso, pertencente ao Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP)
Marinha, 1942, óleo sobre tela, 104 x 82 cm.
Fonte: Enciclopédia Itaú de Artes Visuais
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De Vicente Caruso, a obra acima é propriedade da família de José Roberto Inocente há mais de 50 anos. Ele conta: "Meu pai, ja falecido, era comprador da antiga Cestas de Natal Amaral. Dentro dessa cesta, normalmente vinha um calendário e em um determinado ano veio o de uma menina loirinha de tranças de olhos muito azuis segurando um cachorrinho. Contava meu pai que tinha sido a menina retratada por um pintor famoso (e na tela se lê Caruso) e depois reproduzida em milhares de folhinhas que seguiram nas cestas distribuídas pelo Brasil. Meu pai foi presenteado com a tela original, que está em nosso poder".
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Reprodução de um anúncio, acima, publicado na revista O Cruzeiro, com ilustração de Vicente Caruso. Sem data definida.
  
A obra acima, de Vicente Caruso, pertence ao Dr. Antônio Giordano, de Ribeirão Preto, SP, que a possui desde o início dos anos 1980, e da qual o site Pintores Caruso não tinha registro. Conta o Dr. Giordano: "O quadro está na sala e todos, indistintamente, olham para ele sem deixar de exprimir aquele oh! de beleza que a todos encanta".

A imagem do "Sheik" -um beduíno- veio de Belém do Pará. Quem conta é Maria Coeli Malcher Castello: "Quando criança, tinhamos em casa um calendário, me apaixonei por esta imagem e mamãe sabendo-me apreciadora do belo me deu. Guardei com muito carinho e conservo até hoje... Fiz um quadro para meu quarto e minhas amigas ficam encantadas com o sheik". Pintores Caruso agradece por mais uma obra da qual não havia registro.

A Sra. Maria Coeli Malcher Castello enviou também a imagem acima, uma folhinha de 1955, de uma fábrica de chapéus: "Lembrei de um arquivo onde guardo minhas preciosidades e imagine a surpresa que tive", contou ela. Mais uma obra resgatada.

12/05/2008

GALERIA V

 De Vicente Caruso, década de 1950, do acervo da Família Caruso.

Também de Vicente Caruso, sem data definida

Capa de cadernos e blocos, de Vicente Caruso.
Enviada pelo amigo Eliezer Magliano